Estou pronto para o voo solitário
segunda-feira, 29 de abril de 2013
PRONTO
Estou pronto para o voo solitário
e me escondo
de mim!
Agora nenhum
tipo de liberdade me atrai
e fico refém
dessas experiências sem fim
que assustam
e são inevitáveis...
Estou pronto
para não sentir alegria na dor
por que tudo
é invariavelmente
um tolo disfarce
pra dor...
Estou
acostumado a ausência de amor
de desistir
de ter calma e paciência
quando algo
fica totalmente fora de controle...
Ultimamente
eu tenho pensado
que não estou
pronto para mim
por que até
quando estou comigo estou só...
Erro a conta
da minha matemática mais simples
a de dividir
sonhos impossíveis
em milhões
de maus pedaços coloridos...
Deixo de ter
cuidado com o que penso
e me entrego
aos mesmos pensamentos inquietantes...
Diria que estou
pronto para tudo
que tenha a
ver com deixar de ser eu mesmo...
Será que
alguém pode ouvir quando grito sem voz?
Será que alguém
compreende por que não estou aqui?
Se eu me der
uma chance
talvez eu
consiga não sofrer
de tanto
pensar com o coração...
Talvez eu
deixe de ser tão dramático
e consiga
ser um pouco gentil comigo mesmo...
Eu estou
pronto para ficar em completo silêncio!
E farei o
melhor que puder
para levar
em minhas mãos
os balões brancos
da paz
que preciso
fazer comigo mesmo...
Quero subir
escadas de regras menos estranhas;
ensinar e
aprender,
me dar o que
tenho de melhor,
minha voz,
meus olhos,
minha mente...
E entender
que apenas o pouco necessário
sábado, 2 de março de 2013
CIDADE DE SANTO CRISTO
A vida é assim...
Encontros,
- desencontros!
Vida!
Pressa e calmaria!
Preguiça e correria!
Um algo que tem que ser hoje;
que se não der,
pode ficar para outro dia...
A vida é assim!
Ou assado!
Um eu tímido;
e um outro eu assanhado!
Começo e fim
e tudo que há no meio.
Boas lembranças
e saudade!
Vontade de abrir um buraco
e se enterrar...
Qualquer pequena coisa
que faz rir!
- Ou chorar!
A vida é sair pela porta
e voltar com uma carta!
É Santo Cristo
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
ANFETAMINA
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
DICOTOMIA
Sou feito de adversidade e festa.
Um abismo entre o beijo roubado
e a picada de inseto...
Minhas vontades dormem enquanto estou acordado...
E enquanto uns param eu vou reto...
Sou livro de páginas arrancadas.
Minha vida cabe num curta metragem...
Minhas vontades acordam quando estou dormindo.
E sonho céus limpos de beijo molhado; seca e estiagem...
Sou o dia nublado de ontem
e a noite de hoje iluminada...
Sou de um tempo que não existe...
Metade tudo, outra metade nada.
Previsível e indecifrável...
Às vezes cintilo... Às vezes lucilo...
Um abismo entre o beijo roubado
e a picada de inseto...
Minhas vontades dormem enquanto estou acordado...
E enquanto uns param eu vou reto...
Sou livro de páginas arrancadas.
Minha vida cabe num curta metragem...
Minhas vontades acordam quando estou dormindo.
E sonho céus limpos de beijo molhado; seca e estiagem...
Sou o dia nublado de ontem
e a noite de hoje iluminada...
Sou de um tempo que não existe...
Metade tudo, outra metade nada.
Previsível e indecifrável...
Às vezes cintilo... Às vezes lucilo...
Daniel Hiver
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
PÓ
Agora eu sei que as palavras são fracas!
lado a lado com as atitudes
elas são como a fina camada de pó
- Não pesam nada na balança!
Agora sinto como se tudo que eu tivesse falado
coubesse dentro de uma partícula de pó.
E como todo pó
duma hora para outra pode desaparecer
o que resta é esperar o momento
certo de ser pulverizado!
É verdade.
As palavras podem ser pó...
Mas o que não é pó?
O homem foi feito de pó...
E ao pó, não só todo homem voltará...
Mas também toda atitude
gestos, movimentos, aspirações...
Quando muito todas coisas que "são"
na verdade são só "divagações"!
E benditas sejam todas
as tempestades!
Por que depois de passadas
todo pó no horizonte
é o que vai colorir o pôr-de-sol
em fins de alegres tardes coloridas!
Vermelhas!
Vermelhas!
Daniel Hiver
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
SEM SOL E SEM CHUVA
Errar e ser perdoado
é como descobrir ouro na lua...
É aceitar a tristeza do outro
como também sendo a sua...
E produzir coloridos arcos-íris
com ou sem sol; com ou sem chuva...
Acasos não acontecem,
e grandes casos de amor
até se esquecem...
Por que o tempo continua implacável
absurdo, improvável...
E a pergunta óbvia de ferro
recebe tratamento inoxidável...
As circunstâncias são só de momento
aparecem e somem
não tem nenhuma importância
ou marcam para sempre...
Números de telefone mudam
flores murcham;
e depois que as lenhas queimam
o amor é uma triste lareira sem fogo
uma falta de sorte no jogo;
uma clareira aberta no mato
com sofrimento...
- Como encontrar a saída do labirinto
na centésima décima primeira tentativa.
Onde antes só havia amor
uma agonia agora se ajusta perfeitamente...
Uma dor das grandes consumindo
uma viagem ao fim do que mais fere a gente...
Coração árido em mente fértil
euforia e tranquilidade...
Migalha multiplicada por nada...
Onde devia haver razão
e só há ansiedade...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
JAZZ E SILÊNCIOS
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