quarta-feira, 10 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

EU POSSO

Poema: Daniel Hiver
Foto: Ilaine Kunz

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

BEIJO OU BEIJOS


Um beijo...
Ou dois...
Talvez muitos mais...

Beijar é bom!
Mas dar beijos no plural
é o que faz da experiência
- singular!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

NAS LINHAS SEM CORDAS DE MIM


As cordas que não me seguram são de entrelinhas;
que talhadas pelo tempo ganham ou perdem rimas...
 
Meus versos são agora emaranhados vagos
perdidos como linhas numa emoção em retalhos...
 
O que sou soa fragmentado e grave;
flui do íntimo sem amarras ou enclave...
 
E a visão que tenho de mim é a de um cego tateando Braile,
tentando decifrar os enigmas de uma vida que me expele...
 
E quanto mais eu busco achar o que penso;
mais eu penso em não achar o que busco...
 
Percepção rara de que nem tudo é mais o que almejo;
dúvida certa de que nada é melhor que um beijo,
que una os lábios sedentos de tanto desejo...
 
Que percorra a alma ardente de uma espécie de fôlego sem ar,
quando o resto de tudo é pequeno demais para tentar desatar
as cordas de entrelinhas que ousam me revelar...
 
[ Daniel Hiver & Tatiana Moreira ]

[ Nos dias 17 e 18 de julho de 2013, eu e a Tati escrevemos essa poesia em parceria e perfeita sintonia. Desde a escolha do título até a sequência livre de versos que foram se intercalando da forma mais espontânea possível. A poesia fala sobre a realidade de nos sentirmos por vezes perdidos de nós mesmos; bem naquelas horas em que estamos repletos de entrelinhas e vazios de explicações. Aí para desatar o nó é quase tão complicado quanto tentar ler Braile sem ser cego. A postagem é simultânea em ambos os blogs e a seguir eu coloco o link para que vocês conheçam o belíssimo "Simplesmente Amor", um lugar para se visitar e permanecer!
http://plantandoamor.blogspot.com.br/2013/07/nas-linhas-sem-cordas-de-mim.html ]

terça-feira, 11 de junho de 2013

M&M's, VAMPIROS E SILICONE







Há um falso sentimento
de euforia e segurança...
Um deserto e um oceano
de probabilidades e crimes
que permeia tudo... 

Matam e vivem pelo dinheiro;
amam e desprezam! Por vezes odeiam! 

Se a rede “Wi-Fi” está lenta
a felicidade rapidamente desaparece! 

Longe do ponto de “Wireless”
só há impaciência,
pensamentos confusos
e palavras rudes... 

Criam senhas complicadas
por que é mais seguro! 

E babás eficientes que ganham pouco
“criam” seus filhos... 

Então tudo se resume
a correria desenfreada,
noites insones, estresse
e videoconferências! 

E a vida segue de jatinho
ou dentro de uma “caminhonetona”... 

E a vida estagna cheia de tédio
futilidade e livros de autoajuda... 

Há silicone subcutâneo...
Filmes e séries de vampiro por tudo... 

E os dois caras se beijando na calçada
adoram M&M’s e eventos de MMA.  

Incomodando os ouvidos
uma droga de música
que gruda como chiclete...
- Uma coreografia estúpida
ofuscando os melhores gols! 

E nesses lugares em que se come
alguma coisa ruim e cara,
de um lado da mesa
há um amigo anônimo conversando com o “Tablet”
e do outro só mais um solitário
e seu “Smartphone”... 

Ambos não conversam
mas adoram “twittar”
e bisbilhotar a vida dos outros no Facebook... 

Na calçada passa um idiota
quase perdendo as calças...
Dá para ver a cueca quase a meia bunda!

Ele usa boné para trás e “se acha”.
Tem um cérebro de ervilha
entre os maiores fones de ouvido do mundo...

Daniel Hiver

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