tenho tantos rabiscos...
mas tantos...
que se fosse aproximá-los...
daria um estranho quadro
de metro quadrado
de arte pré-durante-pós-moderna!
tenho tantas divagações
que me quebro
e nada me conserta...
tantas anotações estranhas nas margens
tantas vertigens e falta de imagens...
que eu seria um livro de suspense
suspenso sobre a sombra do nada...
escondido
para não dizer criptografado
eu sou assim:
além de decifrações!
assim:
aquém de interpretações
só esperando o amém
de quem nunca vem...
[ Esse poema teve origem nas reações que me percorreram ao ler o poema "Garatujas Polissêmicas" no blog Opuntia da Carla. "...nos RabISCOS reBUSCO os SENTIDOS..."
http://opuntia-cactus.blogspot.com/2010/10/garatujas-polissemicas.html ]


