O amor não é como a flor de neve
ele é só como deve...
Não tem sono e sonha...
Às vezes gosta de ficar sozinho,
às vezes se deprime por estar sozinho...
O amor é como todos
e como poucos...
Dorme e acorda.
Freia e acelera.
Flerta
namora
e até Casa...
Enche o coração
os bolsos
e todos os cômodos da casa.
Bate e acaricia.
Ousa e malicia.
É de janelas e portas
escancaradas...
De oceanos cheios de poeira
e buracos na estrada.
Faz ponto de saque
e de bloqueio.
Pula de mão trocada
e espalma pra escanteio.
O amor é
de ouvidos abertos,
olhos e tato
espertos...
Sempre é de cama
e às vezes é de maca...
Fala com todos os "esses",
responde com todos os "erres"
embora nunca erre.
Não ganha
não toma emprestado
e não compra
por que se basta...
Por que
não sendo como a flor de neve
ele é só como deve...
simples
definido
e definitivo
com-par-ti-lha-men-to!
( Este é só um exemplo do que pode acontecer quando se visita um blog e se dá de cara com um texto bom ou uma poesia que nos faz sorrir. Foi o que aconteceu quanto eu visitei hoje cedo o blog da Carmem (http://asvezesceuazul.blogspot.com/) e li o poema Flor de Neve. Na mesma hora diversas palavras brotaram e eu deixei um comentário lá junto ao post com uma primeira versão desse poema. Só que depois, como acontece com a maioria das pessoas que escrevem, que gostam de escrever e que são perfeccionistas, eu voltei aos versos. O resultado está aqui. Versos editados. Outros acrescentados. E, no final, uma série de imagens que talvez apenas eu entenda cem por cento o significado. – Para Carmem. Uma pequena retribuição em relação ao bem enorme que me proporcionou a leitura de seus "Plátanos". )


